Customizar é como escrever poesia: convive-se com as palavras, como fazia Drummond, até que elas se juntam ao seu gosto, e disso saem os versos mais belos. A customização obedece a leis estranhas e mágicas: é preciso conviver com as peças - às vezes por dias -, e elas mesmas vão nos sugerindo onde entra um bordado, uma fita, um botão, uma pecinha de pedraria. A customização é a criação de uma identidade única para cada peça: é impossível que se faça em escala industrial, como também é impossível escrever dois poemas iguais.
Customizar é trabalho para mãos e pensamento, juntam-se as imagens de toda uma vida, tudo que se aprendeu serve ao trabalho artesanal e delicado do customizar. Resgatam-se técnicas ancestrais, como bordado, tapeçaria, tingimentos diversos, costura. O fazer de gerações vai brotando no trabalho da roupa e do acessório customizados, o que sabiam minha avó, minha bisavó vai-se recuperando nas criações feitas no Século XXI. Customizar também significa resistir ao tempo e à destruição de uma memória especial e importantíssima: aquela que guarda os fazeres femininos, o que realizavam as mulheres de outras gerações, quando o seu espaço de atuação - na quase absoluta maioria das vezes - era somente o da casa, o espaço privado.
Customizar é tentar preservar esses saberes que vêm sendo atropelados desde a consolidação da sociedade industrial, saberes que, repetidas vezes, têm sido diminuidos e apartados pela produção em série, pelo made in china, pelo barato mas sem identidade das lojas de R$1,99.
Customizar é trabalho para mãos e pensamento, juntam-se as imagens de toda uma vida, tudo que se aprendeu serve ao trabalho artesanal e delicado do customizar. Resgatam-se técnicas ancestrais, como bordado, tapeçaria, tingimentos diversos, costura. O fazer de gerações vai brotando no trabalho da roupa e do acessório customizados, o que sabiam minha avó, minha bisavó vai-se recuperando nas criações feitas no Século XXI. Customizar também significa resistir ao tempo e à destruição de uma memória especial e importantíssima: aquela que guarda os fazeres femininos, o que realizavam as mulheres de outras gerações, quando o seu espaço de atuação - na quase absoluta maioria das vezes - era somente o da casa, o espaço privado.
Customizar é tentar preservar esses saberes que vêm sendo atropelados desde a consolidação da sociedade industrial, saberes que, repetidas vezes, têm sido diminuidos e apartados pela produção em série, pelo made in china, pelo barato mas sem identidade das lojas de R$1,99.

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